sábado, 18 de junho de 2011

.clara.

você me pergunta o dia, a hora, o mês, quanto tempo falta pra vida tomar um rumo diferente. você me pergunta todas estas coisas que eu não sei responder. se está frio, calor, se vai chover, se dá pra beber mais, se a noite pede um pouco de melancolia ou efusismo. você me fala dos meus pés gelados, e de tudo aquilo que conheço, que independe da sua opinião. você insiste, insiste, insiste e eu vou passando mais um dia querendo te mandar tomar no cu. suas frases irritantes, sem conhecimento algum, só por dizer. e você quer uma foto pra pendurar no seu mural de conquistas estúpidas. contará quantos cacos conseguiu regando estas falsas relações idealizadas, penteando a excitação com bebida e nenhum gelo. de repente me tornei quente demais, descontrolada demais, inacessível demais. eu sei, eu sei. eu sou o perigo. devo ser negada e evitada para todo o sempre. é bom que assim seja. me erra pra vida. me erra pro destino. sei lá se vale a pena um dia falar sobre isso. isso?! esse monte de palavras sem sentido tentando dizer que sou pior do que tudo o que você imagina, embora tenha consciência disso. quero ver você caindo desse mundo em pedestal que me dá vontade de vomitar de tão infantil e pequeno. nem escrotidão - o que poderia ser digno da minha admiração - você consegue atrair, clara. nem escrotidão. meu deus, por que perco minhas linhas tentando te dizer que qualquer um pisaria em seu nome sem ao menos perceber? eufemismos, fatalismos, te tira daqui!