domingo, 11 de setembro de 2011

.na pele, no sangue, no suor, nos poros, no coração. em tudo.

alfinetes de músicas costurando meu radinho,
pequenos trechos.
blues e vinho.
samba de raiz e caipiroska.
rock e whisky.

desejo desesperado de
sentir.

explodir o sufocamento
da emoção
abafada.
os dedos se entrelaçando,
brigando,
disputando.

unhas corroídas,
incontáveis ressacas.

preciso desesperadamente sentir.
sair desse completo
desligamento
da vida.
cavar os passos, 
cair,
implodir, 
colidir,
fazer os verbos.
todos.

sentir a pele queimando
e o suor se multiplicando
e o cheiro seduzindo
e o coração pulando
e as veias saltando dos poros
e as vísceras borbulhando.

suprimir a superficialidade,
a mediocridade em que tenho vivido.

estou seca.
seca de amor paixão tesão êxtase dor melancolia inspiração.
seca de ódio revolta angústia congestionamento da alma.
seca de mim.

me fala, maísa.
em que livro
ou canção
ou esquina da vida
procurar por mim.

necessito,
pois,
quando nem doer a vida já não faz
e nem sei se reconheço mais
a garota que fui de alma intensa.
e inteira.

e sentir, sentir e sentir.
preciso.